In Gestão Avançada

Congresso da Udop destaca gestão industrial avançada

Vertente e Bevap apresentaram aumento da eficiência e ganhos econômicos com otimizador em tempo real para controle de processos

Equipes da Vertente, da Tereos Guarani e da Bevap que compartilharam cases de sucesso do S-PAA

O 9º Congresso Nacional da Bioenergia, realizado pela Udop nos dias 9 e 10 de novembro último em Araçatuba, SP, destinou um painel exclusivo para apresentações e discussões sobre gestão industrial avançada. O Painel teve como moderador Antônio Carlos Viesser, diretor industrial corporativo do Grupo Tonon, e contou com apresentações de Fernando Calsoni, gerente industrial da Bevap, e Luiz Fabiano de Azevedo, gerente de planejamento e controle de processos da Tereos Guarani.

Calsoni e a equipe da Bevap apresentaram o case “Aumento da eficiência industrial com a utilização de software na gestão das operações industriais” e Luiz Fabiano apresentou o case “Aplicação de otimizador em tempo real para controle de processos”, com base no êxito da implementação do software S-PAA na Usina Vertente.

As palestras atraíram a participação de mais de cem profissionais e executivos de usinas, os quais puderam conferir detalhes e os resultados obtidos com a mais inovadora ferramenta de gestão e operação da área industrial. “Os palestrantes transmitiram muita segurança no uso do S-PAA, apresentando detalhes de cada implementação e mostrando os números de ganhos obtidos que inspiraram grande confiança na ferramenta”, avaliou Alemão, como Antônio Carlos Viesser é conhecido no setor.

Para ele, foi muito interessante moderar um painel que apresentou os cases de duas usinas idôneas, as quais comprovam que o S-PAA representa um caminho único para se obter a máxima performance operacional de cada equipamento e de cada setor da indústria. “Por se tratar de uma planta de processo contínuo, cada etapa de produção depende e concorre com as demais etapas, configurando milhares de variáveis de controle que são impossíveis de serem operadas e gerenciadas na máxima performance sem os recursos de um software de simulação e otimização em tempo real (RTO)”, explica. “Pelo que foi apresentado, o software oferece muitos recursos que agilizam e facilitam bastante a gestão, pois modela as particularidades de cada usina. Desconheço uma ferramenta como o S-PAA, que representa o futuro da nossa área”, afirmou.

Com 12 salas temáticas divididas entre as principais áreas que norteiam a cadeia bioenergética, o 9º Congresso Nacional da Bioenergia vem a cada ano batendo recordes de público, palestrantes e moderadores. “O evento superou todas as nossas expectativas”, completa Alemão.

Usina Vertente divulga ganhos de R$ 4,5 milhões com implantação de RTO

O Grupo Tereos Guarani divulgou um ganho de R$ 4,579 milhões com a utilização do sistema S-PAA na Usina Vertente. Com capacidade anual de moagem de 21 milhões de toneladas de cana, produção de 1,7 milhões de toneladas de açúcar, 700.000 m³ de etanol e venda de 1.100 GWh/ano de energia, o Grupo é composto por 7 unidades: Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Severínia, Tanabi e Vertente.

Painel contou com palestra de Luiz Fabiano e público de mais de cem profissionais de usinas

Painel contou com palestra de Luiz Fabiano e público de mais de cem profissionais de usinas

Em palestra no Congresso da Udop, Luiz Fabiano de Azevedo, gerente de planejamento e controle de processos da Tereos Guarani, fez um panorama sobre as opções de automação e otimização dos processos industriais em usinas. Segundo ele, o estágio atual de automação é bastante variado. Em uma mesma unidade pode haver níveis de automação diferentes de setor para setor e a implantação de controle avançado demanda alto investimento em automação. “O sistema de otimização em tempo real é uma alternativa interessante ao controle avançado, trazendo resultados num curto espaço de tempo. Além disso apresenta a vantagem de incorporar a visão de negócio no controle dos processos”, informou.

Com a total cooperação do time da Vertente e da Tereos Guarani, o projeto foi implementado em tempo recorde. Teve início em fevereiro, com a reunião de kick-off e início da modelagem, e em junho ocorreu a implementação dos Laços Fechados de Controle.

O gerente industrial da Vertente, Roberto Oliveira, apontou a importância da equipe no processo de implantação. “O sucesso na implantação de qualquer novo processo está nas pessoas, por isso, os resultados obtidos pelo S-PAA são mérito de toda equipe que se engajou no projeto”, afirmou.

Laços Fechados garantem eficácia e resultados em curto prazo

A tecnologia de otimização em tempo real (RTO) tem sido aplicada pela Soteica desde 1995 no setor petroquímico e há 8 anos no mercado sucroenergético. Durante este período, a maioria das implementações foi com controles em laço aberto, no qual o sistema emite recomendações de alterações em set-points e cabe aos operadores efetivarem estas recomendações.

Em um mês de utilização, os ganhos permitiram um payback de todo o projeto

Em um mês de utilização, os ganhos permitiram um payback de todo o projeto

Nos últimos anos tem se verificado um interesse maior em fechar alguns destes laços de controles, em função da confiabilidade adquirida, automatizando a atuação das recomendações feitas pelo software. Além disto, a poderosa plataforma de simulação, otimização global e de comunicação nativa do S-PAA tem sido utilizada para implementar lógicas específicas de automação.

A operação em Laço Fechado tem a vantagem de acelerar o processo de captura dos ganhos e agrega um ganho adicional nas operações onde a atuação manual demandaria um esforço e uma prontidão além do razoável (mais informações sobre Laços Fechados estão disponíveis em www.prousinas.com.br ).

No projeto da Vertente, os primeiros Laços Fechados de Controle implementados foram:
• Lógica de automação de embebição e extração do difusor

• Lógica de automação do carregamento de mosto nas dornas com ART constante.

• Lógica de automação da carga de geração de energia com base na necessidade de vapor de processo

• Lógica de automação da evaporação com o controle de carga de caldo, nível dos evaporadores e concentração do xarope

• Lógica de automação do controle das vazões de caldo para açúcar e álcool e manutenção do mix produtivo

Um caminho mais ágil e eficiente na busca por resultados

Calsoni: “o caminho mais ágil e eficiente na busca incessante por resultados”

Calsoni: “o caminho mais ágil e eficiente na busca incessante por resultados”

A Bevap Bioenergia, de João Pinheiro (MG), é uma empresa que visa sempre superar suas metas e melhorias de processo e investiu no S-PAA por acreditar ser este o caminho mais ágil e eficiente na busca incessante por resultados. A empresa considera que, com preços melhores, todo e qualquer ganho no aumento da produção amplifica ainda mais os resultados econômicos.

No 9ª Congresso Nacional de Bioenergia Fernando Calsoni, gerente industrial da Bevap apresentou detalhes e resultados da implementação do S-PAA na empresa, a qual bateu recorde histórico na produção de açúcar cristal nesta safra, produzindo 30.240 sacas de 50k em um único dia.

05Graças ao envolvimento de toda a equipe no projeto, da concepção à operação, a empresa obteve incremento de 0,36% na extração do caldo, de 3.452 MWh na exportação de energia, além da redução de 13.254,55 toneladas no consumo de vapor. A implementação do S-PAA contou, inclusive, com um grupo no Whatsapp para interação da equipe.

“O software de gestão industrial avançada é uma excelente ferramenta e rapidamente apresentou ganhos em todo o processo, que somam mais de R$ 2,8 milhões em uma safra de 4.315 horas, confirmando o payback do projeto em 28 dias apenas com os ganhos já apurados, que não incluem ainda os resultados na recuperação de fábrica e rendimento fermentativo”, afirmou Calsoni. “Com a implantação do software, ganhamos na estabilidade de processo e melhor aproveitamento da matéria-prima”, complementa.

No projeto da Bevap, os primeiros Laços Fechados de Controle implementados foram:

• Controle de embebição do difusor com base na fibra e na extração.

• Estabilização do caldo para o processo, aproveitando potencial dos captadores do difusor.

• Carregamento de dornas garantindo o ART constante e repetibilidade

• Controle da pressão do vapor de escape para o processo visando otimização na cogeração de energia e calor.

 Leia a matéria completa na edição 276 do JornalCana

Recommended Posts