In Gestão Avançada
Para o êxito desse modelo de gestão nas companhias sucroenergéticas, é preciso disseminar e replicar por todas
 as equipes de trabalho as informações e boas práticas, comprometendo os funcionários com um objetivo comum


As empresas têm buscado constantemente o aumento de sua produtividade e efciência. No mercado sucroenergético esta busca constante tem se tornado ainda mais importante, pois com o achatamento do preço
pago pelos produtos, principalmente o açúcar, o custo de produção e a redução das perdas têm se tornado ainda mais relevante e decisiva.

Para trabalhar constantemente nesse nível de excelência é fundamental que os funcionários estejam estimulados e engajados com os objetivos da empresa. Para atingir este objetivo, uma das ferramentas mais utilizadas é a Gestão Participativa, compartilhando méritos e responsabilidades e, assim, comprometendo os funcionários  com um objetivo comum.

Mas para que todo este modelo de gestão funcione é necessário que as informações e boas práticas sejam disseminadas e que possam ser replicadas por todas as equipes de trabalho. Outro ponto fundamental é que toda equipe esteja pensando no negócio como um todo e que todos entendam que uma determinada ação pode prejudicar pontualmente uma área em benefício do bem maior da empresa como todo.

Este caso é muito comum no processo produtivo de uma planta, que se depara constantemente com estes cenários de tomada de decisão. Com opor exemplo, quando o aumento da extração da moenda leva a perda de efciência na cogeração. Ou como decidir qual o nível de preço que é viável aumentar a produção de etanol em relação ao açúcar para o nível atual de perdas fermentativas e entre outras coisas.

Para direcionar estas decisões e para que todos entendam os movimentos e ações tomadas buscando o bem maior da planta, é indicado o uso do S-PAA, uma ferramenta de simulação e otimização on-line dos processos.

O S-PAA simula o comportamento da planta e prevê o desdobramento das ações, indicando ao longo do tempo uma melhor forma de opera-la. Com isso, os gestores conseguem disseminar as boas práticas e fazer com que ajustes/recomendações cheguem mais facilmente para a equipe de operação da planta, e estes também podem utilizar os ferramentais de execução do ciclo PDCA on-line do S-PAA para passar informações do dia-a-dia do campo para os gestores, potencializando assim a Gestão Participativa.

Uma planta sucroenergética tem uma grande quantidade de processos que devem ser acompanhados e controlados pelas equipes de operação, supervisão e gerência para que estes operem dentro dos objetivos propostos e alcancem suas metas.

Na Gestão Participativa estes objetivos e metas são defnidos com a participação de todos os colaboradores, com base nas informações oriundas em todas as camadas operacionais. As ações que apresentam o melhor desempenho são disseminadas por todas as equipes e se tornam um padrão operacional, que está constantemente em avaliação.

O S-PAA faz com que o ciclo PDCA on-line seja executado para cada cenário vivido na usina e fornece métodos para retroalimentar o ciclo. Uma vez que o gestor tem à sua disposição em uma única ferramenta todas as informações para entender os cenários de desvios e atuações da operação, e com base nisso chegar a uma conclusão com sua equipe.

Os dados referentes a cada cenário, como por exemplo, as justifcativas que os operadores deram ao ver uma instrução e quais ações foram tomadas durante a ocorrência dos eventos estão facilmente acessíveis. A operação pode retroalimentar o ciclo de maneira estruturada.

Com todos estes dados disponíveis em uma ferramenta integrada e que conta com atuação e otimização on-line, o gestor poderá chegar de modo mais efcaz a uma conclusão e ajustar o plano de ação, iniciando um novo ciclo e garantindo a melhoria contínua com baixo consumo de recursos humanos e liberando a sua equipe para atividades menos reativas e com maior foco em melhoria, deixando o S-PAA trabalhar e implementar o
PDCA por ele.

Um exemplo de sucesso de Gestão Participativa aliada à Tecnologia é a Usina Pitangueiras. Na safra de 2017 a usina mudou o seu modelo de gestão industrial, passando de um modelo mais centralizador para um modelo de Gestão Participativa.

A combinação desta Gestão Participativa com a Tecnologia presente nas ferramenta de difusão de informação como o LYNKS e de sistemas de simulação e otimização on-line para o setor de açúcar e etanol (S-PAA)  permitiram melhorias relevantes tais como :

Vale ressaltar que a Usina Pitangueiras já tinha resultados bastante interessantes e este salto partindo do patamar de eficiência que a usina estava é bastante relevante.

Outro ponto de destaque é o espirito da equipe e a ambiência, visto que a Gestão Participativa fez com que todos se sintam mais parte do resultado.

Para o Líder de Engenharia e Novas Tecnologias, Ruan Mantovani, “Atualmente o nível de trabalho e dedicação é maior, mas quando vemos o resultado obtido e vemos que fazemos parte diretamente disso, a satisfação compensa o esforço adicional”.

Segundo o Gerente Industrial, Claudemir Leonardo, “Uma ferramenta como o S-PAA ajuda bastante a implementação de uma nova Política de Gestão, onde a base é mais participativa, autônoma e responsável, e a média gestão tem mais disponibilidade para atuar na Gestão Estratégica.

Para o sucesso do projeto, foi e continua sendo imprescindível o apoio da diretoria.” Na opinião do Diretor, João Henrique de Andrade, “Com o novo estilo de Gestão Participativa, estamos colhendo várias possibilidades de
melhorias em todos os setores, vindas dos operadores e seus encarregados que realmente sabem a melhor maneira de tocar cada processo da empresa, com o uso do SPAA boa parte dessas melhorias são implementadas e são registrados os ganhos comparando com o que tínhamos antes, tendo um resultado olhando o todo da Planta e
não somente o local onde foi implementado a ideia inicial. As vezes nos surpreendemos vendo que uma mudança gera ganhos em vários índices diferentes de setores diferentes.”

O caso da Pitangueiras mostra que quando uma forma eficiente e moderna de gestão utiliza ferramentas de alta tecnologia um novo patamar de eficiência operacional é alcançado.

 

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